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PrestoDB vs Spark SQL — quando usar cada um

Comparação prática entre PrestoDB e Spark SQL: diferenças de arquitectura, casos de uso ideais e como escolher a ferramenta certa para cada problema.

PrestoDB vs Spark SQL — quando usar cada um

PrestoDB e Spark SQL são frequentemente vistos como alternativas equivalentes — dois motores SQL para BigData. Na prática, têm filosofias de design distintas que os tornam óptimos para casos de uso diferentes. Confundir os dois é um erro de arquitectura caro.

Arquitecturas diferentes, propósitos diferentes

PrestoDB (ou Trino, o fork mais activo) foi desenhado para consultas interactivas ad-hoc sobre dados em repouso. É um motor MPP (Massively Parallel Processing) que não persiste estado entre queries — cada query começa e termina num único job. O objectivo é latência baixa: respostas em segundos ou minutos, não horas.

Spark SQL, por outro lado, é o subsistema SQL de um framework de processamento distribuído geral. Foi optimizado para jobs batch de longa duração, onde podes ler petabytes, transformar, agregar e escrever resultados. A latência de arranque é maior, mas o throughput total é superior para volumes enormes.

Quando usar PrestoDB / Trino

  • Queries exploratórias e ad-hoc por analistas de dados
  • Dashboards e relatórios que precisam de respostas em segundos
  • Federação de dados — queries que juntam múltiplas fontes heterogéneas (S3, PostgreSQL, MySQL, Kafka) numa única query SQL
  • Data lake queries interactivas sobre Hive Metastore ou Iceberg

A capacidade de fazer query federation é onde Presto/Trino não tem paralelo: podes fazer um JOIN entre uma tabela no S3 (Parquet), outra no PostgreSQL, e outra no MySQL numa única query SQL. Para análise exploratória, isto é transformador.

Quando usar Spark SQL

  • ETL e pipelines de transformação de dados em batch
  • Machine learning sobre grandes volumes de dados (MLlib integrado)
  • Processamento de dados não estruturados (texto, imagens, grafos)
  • Streaming com estado complexo (Structured Streaming)
  • Jobs que precisam de checkpointing e tolerância a falhas avançada

Spark brilha quando o processamento tem múltiplas etapas, iteração (como algoritmos de ML), ou quando precisas de persistir estado intermediário. O DAG scheduler do Spark é superior ao de Presto para pipelines complexos.

A decisão prática

Na minha experiência, os dois coexistem: Presto/Trino para o camada de consulta interactiva (analistas, dashboards), Spark para os pipelines de transformação e preparação de dados (engenheiros de dados). São complementares, não mutuamente exclusivos.

Se tiveres de escolher apenas um: se o caso de uso dominante é consultas interactivas e federação, vai com Trino. Se é processamento batch e ML, vai com Spark.