Engineering Manager na Sphera (Stuttgart), com raízes em Viseu, Portugal. Bioquímico de formação, engenheiro de software por vocação — a programar desde os 11 anos.
Liderança de uma equipa internacional remota de developers. Colaboração entre equipas de planning, desenvolvimento, implementação e infraestrutura. Visão global de sistemas de negócio — do dev ao devops e infosec.
Team lead de Business Intelligence e Reporting: definição de arquitectura e desenvolvimento de uma nova plataforma de BI baseada em tecnologias de Big Data.
Desenvolvimento de sistemas de processamento de dados à escala empresarial usando a stack Scala / Akka / Hadoop.
Desenvolvimento de aplicações web em PHP para o sector automóvel.
Soluções completas de web design e web services. Criação de websites, backoffices de gestão e bases de dados para empresas e em parceria com designers e agências.
Comecei a programar em 1994, com 11 anos — o hobby era criar jogos e aplicações em QBasic e C. A paixão pelos computadores estava lá desde o início, mas o fascínio pela natureza, pela química e pela biologia levou-me noutro sentido.
Fiz a licenciatura em Bioquímica, que terminei em 2010. Foi fundamental para o meu desenvolvimento: disciplinas como enzimologia e comunicação celular obrigaram-me a desenvolver um pensamento lógico e uma capacidade de cálculo mental que se revelaram essenciais na programação.
Em 2011 profissionalizei-me em desenvolvimento web — PHP, HTML, CSS, JavaScript, MySQL — e trabalho para empresas, agências e em projectos próprios. Em 2013 iniciei o Mestrado em Sistemas de Informação e Tecnologias para Organizações.
Em 2015 mergulhei no big data: análise de bases de dados de DNA, NoSQL, expressão génica. Desde então trabalho com Scala, Akka, Spark e todo o ecossistema Hadoop. Hoje, na Sphera (Stuttgart), lidero uma equipa internacional remota e defino a arquitectura de plataformas de BI e reporting.
A formação em bioquímica deu-me algo que não se aprende a programar: rigor experimental e pensamento sistémico. Os sistemas biológicos são os melhores modelos de arquitectura que existem — redundância, auto-regulação, adaptação contínua.
Aplico essa mentalidade ao software: não há bug que resista a uma boa análise de causa raiz, e não há sistema que não beneficie de um pouco de pensamento evolutivo. A relação entre enzimologia e a lógica abstracta do cálculo é mais próxima do que parece.
A agricultura sintrópica é uma forma de cultivar que imita os padrões naturais das florestas — sucessão ecológica, biodiversidade, regeneração do solo. Em vez de lutar contra a natureza, trabalha-se com ela.
Para mim é mais do que produzir alimentos. É uma prática de observação e paciência que equilibra os outros aspectos da minha vida. O terreno ensina coisas que nenhum computador consegue.
A alimentação saudável é para mim muito mais do que nutrição — é uma forma de cuidado, criatividade e conexão. Apaixonei-me pela cozinha vegetariana pela sua variedade, riqueza de sabores e o desafio constante de criar refeições completas e saborosas sem recorrer a carne.
Pão artesanal, panquecas ao fim-de-semana, bolos feitos com ingredientes simples e honestos, almoços ricos e coloridos — a cozinha é um laboratório onde a criatividade tem tanto espaço quanto na programação. Há algo de muito satisfatório em transformar ingredientes brutos numa refeição que nutre e alegra.
A ligação com a agricultura sintrópica é natural: parte do que cultivo acaba na mesa. Do solo ao prato, com intenção em cada passo.
A minha prática espiritual tem raízes no Atma Kriya Yoga do Bhakti Marga, na linhagem de Swami Vishwananda — uma via de devoção, meditação e união com o Divino. O Yoga e a meditação são a base diária que sustenta tudo o resto.
Tenho formação integrada em Reiki e sou apaixonado por modalidades de cura energética — curas pránicas, curas xamânicas e leituras da alma. Fascinam-me os sistemas de conhecimento que trabalham com a dimensão subtil da existência.
As culturas antigas são outra área de estudo profundo: o calendário Maia Tzolkin, a cosmologia Asteca, as tradições das culturas indígenas latinas e nativas americanas. A sua sabedoria sobre o tempo, os ciclos e a relação com a Terra oferece perspectivas que nenhuma tecnologia moderna consegue substituir.
Temas como vidas passadas, registos akáshicos e a continuidade da consciência fazem parte de uma investigação pessoal que complementa — e não contradiz — a minha formação científica. São linguagens diferentes para descrever a mesma realidade.
Seja sobre tech, bioquímica, agricultura ou qualquer outra coisa que te interesse.